chagas abrem um vão em cada uma das suas mãos. as feridas
jamais se fecharão. em busca do altar do vicio...diziam uns aos ouvidos dos
outros: “vê-se que lhe falta um parafuso..”. alguém se lembrou de perguntar: —
“quando acontecerá isso sr. cazotte?”— “seis anos não se passarão e tudo que eu
predisse estará cumprido”. comentou, com desprezo, o ateulaharpe: — “que milagre
que eu não estarei nisso, arreganhando meus dentes para a ralé!” — “não estará,
senhor laharpe, por um milagre extraordinário: sua conversão ao cristianismo.
vejo-o humílimo, de joelho ante um altar, beijando a mão de um padre, buscando
paz de espírito à sombra do claustro e pedindo perdão por seus pecados num
confessionário”...

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