gracejou boucher: — “ah, deus seja louvado! o senhor cazotte
só mata acadêmicos. ele acaba de realizar uma execução em massa. quanto a
mim... graças a deus..”. — “senhor boucher morrerá na guilhotina”, sentenciou
friamente cazotte. comentavam todos, simultaneamente: — “ele jurou exterminara
todos!..”. —“não, não fui eu quem jurou”, interrompeu-os cazotte, e disparou:
“a guilhotina ou o suicídio, eis o destino que os espera!” “os que levarão os
senhores à morte serão todos filósofos, terão nos lábios a toda hora as mesmas
frases que os senhores proclamam hoje, repetirão seus princípios e máximas,
declamarão os versos de diderot”. ...sua língua derrete, tornando-se sangue. a
deformidade jamais virá pela sua voz...

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