adiante habakuk vai falar”— “condorcet”— prossegue cazotte.—
“o senhor morrerá sobre o pavimento de um cárcere, tomando o veneno comprado
para furtar-se ao carrasco, vitriolo que os próximos tempos o obrigarão a
sempre carregar consigo”. alguém lembrou que jacques cazotte, autor de “o diabo
amoroso”, costumava sonhar de olhos abertos. todos riram. condorcet, mordaz,
irônico, volta a interpelar o vidente: — “sr. cazotte, o conto que inventou
agora não é tão agradável como o seu “diabo amoroso”. mas que diabo lhe trouxe
à mente esse cárcere, esse veneno e esse
carrasco? que tem isso com a filosofia e a razão?” “exatamente”— retrucou
cazotte —, “em nome da filosofia, da humanidade e da liberdade, quando a razão
for a rainha, encontrarão os senhores o seu fim... o que é a peregrinação da
purificação? como ela afeta a sua vida?

Nenhum comentário:
Postar um comentário