jacques cazotte não pôde fugir (conforme ele próprio
predisse) ao destino que lhe estava reservado. preso, por motivo irrelevante,
foi encarcerado na abadia de paris. alguns dias depois, comparecia diante do
tribunal revolucionário. obteve o perdão, graças aos esforços de sua filha,
isabel, junto às autoridades competentes. ambos, pai e filha, após tantas tribulações, foram para casa, sendo
recebidos, com festa, por parentes e
amigos. m. de saint-charles disse-lhe, na ocasião: “— até que enfim, salvo!” “
— não será por muito tempo” — respondeu cazotte, sorrindo tristemente... “um momento antes de sua chegada tive uma
visão... cada um de nós tem uma herança psicológica que não é menos real que
nossa herança biológica. essa herança inclui um legado de sombra que nos é
transmitido e que absorvemos no caldo psíquico do nosso ambiente familiar...
...seus tímpanos sangram até que o estampido cesse. o silencio te
acompanhará...

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